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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

PLC 122!? ainda não...


Projeto que criminaliza homofobia provoca bate-boca no Senado e tem votação adiada!

Visto no G1 e no homorrealidade

A discussão do projeto de lei que criminaliza a homofobia provocou bate-boca nesta quinta-feira (8) na Comissão de Direitos Humanos do Senado. A discussão lotou o plenário da comissão de pessoas contra e a favor da proposta.

Durante a discussão, a senadora Marinor Brito (PSOL-PA), que já discutiu com o deputado Jair Bolsonaro por conta do projeto, bateu boca com um integrante de grupo religioso. A senadora alegou ter sido xingada e, no microfone, gritou: "Você me respeita".

Depois disso, uma gritaria se instalou na comissão e o presidente da CDH, senador Paulo Paim (PT-RS), precisou apertar a campainha e desligar o microfone da senadora Marinor Brito.



Em meio a manifestações, gritarias e bate-boca, a relatora projeto, senadora Marta Suplicy (PT-SP), anunciou o adiamento da votação para reexame do projeto.

De acordo com Marta, a matéria ainda não é consenso entre os senadores e os diversos segmentos da sociedade envolvidos. Para ela, é necessário uma “busca de maior entendimento”.

Em seu pronunciamento, Marta disse que “não se constrói uma sociedade com intolerância de nenhum lado” e que o projeto provavelmente não vai acabar com a homofobia no país, “assim como o racismo não acabou, mas vai ajudar”.

A senadora disse ainda que o texto vai apenar todos os comportamentos violentos, de qualquer natureza. As agressões aos gays constituirá crime, destaca Marta: “O policial que dá de ombros não poderá mais dar de ombros. O policial vai ter que agir”.

O senador Magno Malta (PR-ES) chegou a ser vaiado ao dizer que o Brasil “não é um país homofóbico”.

Para Magno Malta, o projeto não será votado: “O PLC 122, jamais votaremos”, disse o senador, que defende um projeto de lei a respeito da “intolerância” contra todos os tipos de preconceito e não apenas uma lei que expõe apenas a homofobia como crime.

“Agora é um momento de construir um texto que verse sobre intolerância, um texto que ninguém possa sofrer intolerância. A nação não é homofóbica”, concluiu o senador.

Veja notícia no G1: clique aqui
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