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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Bolsonaro x Gays (by # MTV ALOKA)





Ele falou muito, causou na TV, no Congresso, e viu suas ideias pra lá de reacionárias ganharem uma repercussão jamais vista em todos os seus 20 anos de defesa da ordem e do progresso na politicagem nacional. Mas após tantas declarações homofóbicas e racistas, defesas enfáticas da ditadura militar, da tortura e da pena de morte, que fim teve o representante da direita brasileira que se tornou a voz da camada mais conservadora da sociedade?

Mas antes de ver o desfecho da polêmica, vale lembrar um pouco o que levantou a discussão que liga Bolsonaro à homofobia. As encrencas em torno de seu nome voltaram à tona após mais de 10 anos de hiato, desde que, em 2000, escreveu "quem procura osso é cachorro" na porta de seu escritório, em resposta aos familiares dos desaparecidos da ditadura militar. Mas já que o assunto do dia é gay no 'MTV, Aloka', voltemos à pauta com a lembrança de suas declarações no programa CQC, da rede Bandeirantes.

"E se você tivesse um filho gay?", questionou um entrevistado do quadro 'O Povo Quer Saber'. A resposta veio curta e grossa: "Isso nem passa pela minha cabeça, meus filhos tiveram uma boa educação, eu fui um pai presente, então não corro esse risco.", enfatizou, ligando qualquer tendência homossexual, única e exclusivamente, a uma má educação dos pais que não seguem a linha da moral e dos bons costumes.



Mas toda a indignação da sociedade progressista - ironias à parte no que fere o nome do PP, partido de Bolsonaro - estava apenas começando. A discussão ganhou força com o projeto de lei que planejava a distribuição do material 'Escola Sem Homofobia', apelidado de 'kit-gay' pelo deputado conservador. O projeto era parte do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (PNPCDH-LGBT), que reunia mais de 160 diretrizes para promover a cidadania e os direitos humanos da comunidade LGBT.

A iniciativa logo virou alvo das empreitadas descambadas do ex-capitão. Ele foi às escolas e casas do Rio de Janeiro para distribuir panfletos afirmando a intenção do MEC e de grupos LGBT’s em 'incentivar o homossexualismo' nas escolas. O material ligava barbaridades como a pedofilia à homossexualidade, dizendo que as crianças estavam prestes a virar presas fáceis para pedófilos e outras "atrocidades". "Querem, na escola, transformar seu filho de 6 a 8 anos em homossexual", diz o flyer produzido por Bolsonaro.

À época, Yone Lindgren, vice-presidente da ABGLT, rebateu as declarações do deputado presentes na cartilha: "Ele [Bolsonaro] está ensandecido, não respeita os mínimos direitos humanos. Ele não tem esse poder todo de tirar os nossos direitos, usando a religião que ele propaga para defender preconceitos. São mais de 30 anos de luta para conquistarmos a igualdade sexual", disse, em entrevista à MTV Brasil.

Essas e outras pérolas - algumas polêmicas da linha "O PSOL é um partido de 'pirocas' e 'viados" - renderam ao machão, além de toda a repercussão nacional, um processo disciplinar por decoro parlamentar no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. Mas como já se esperava, todo o alarde e as manifestações sobre o assunto não renderam nenhuma medida efetiva do Estado contra ele.


Mas pra quem pensa que o vilão atrapalhado das causas gays parou nisso, é aí que mora o engano. Em uma palestra sobre homoafetividade realizada no dia 29 de setembro para o curso de Direito da Universidade Federal Fluminense, em Niterói, ele recebeu dos vereadores Leonardo Giordano (PT) e Renatinho (PSOL), duas moções de repúdio aprovadas pela Câmara Municipal da cidade, que havia reprovado suas declarações homofóbicas.
Na ocasião, Bolsonaro conseguiu fazer com que as vaias que já recebia crescessem ainda mais após rasgar os documentos ao meio. O 'progressista' acabou se sentindo acuado e viu o auge da reprovação pública quando foi deixar o local e acabou impedido de entrar no táxi por centenas de estudantes, que gritavam palavras de ordem e o chamavam por 'nazista', 'assassino' e 'torturador'. O desfecho da confusão se deu quando o deputado, ex-capitão do Exército, teve de deixar o local dentro de uma viatura da Polícia Militar.
KIT-GAY II
A última tentativa do deputado de causar no meio político e na promoção dos direitos humanos no Brasil aconteceu há pouco mais de um mês, quando começou a se armar contra a distribuição do tal 'kit-gay II', nome dado por ele mesmo a um material que seria distribuído nas escolas, "pior do que o primeiro", mas que, na verdade, ainda não passava de uma diretriz que seria apresentada na 2ª Conferência Nacional da Promoção da Cidadania e Direitos LGBT, e que ainda nem estava a caminho de votação no Congresso.
A reação do deputado saudosista da Ditadura Militar seria iniciar uma campanha de nome 'Faça Uma Fogueira na Sua Escola', que iria convocar os alunos a colocarem fogo no material anti-homofobia, que, por sua vez, nem estava em vias de aprovação oficial.
Em entrevista concedida ao Portal Band, Bolsonaro ironizou: “Vão botar no livro a temática da família homossexual. Eles vão botar no livro dois ‘barbudos’ e um menininho. Duas lésbicas e uma menininha. Vão, via livro didático, contra a heteronormatividade, eles vão tirar da cabeça da garotada que papai é aquele homem de calça e a mamãe é de saia”. Para ele, os alunos de escolas públicas, que “já não têm condições de pagar uma escola particular,  vão ter aula de como ser homossexual é bom”.
CARICATURA
Na opinião do deputado federal Jean Wyllys (PSOL - RJ), principal pedra no sapato de Bolsonaro, o ex-militar não representa a resistência conservadora: "ele virou uma caricatura de um sentimento, de uma postura que não contempla nem a direita da política nacional. Os próprios deputados que fazem parte da bancada evangélica, nas reuniões, fazem questão de se separar do Bolsonaro: 'A gente não concorda com o que ele faz', dizem".
Para ele, o grande obstáculo para os avanços das causas LGBT's atualmente é o sentimento que se exaltou nas últimas eleições, que acabou levando o debate sobre os direitos dos homossexuais e das mulheres para o lado moralista. "O verdadeiro inimigo dos direitos da população LGBT é esse movimento de direita que ganhou força no Brasil na ultima campanha eleitoral, a partir do segundo turno. Esse grupo é representado pela bancada cristã, por ruralistas, e até mesmo por alguns sindicalistas que são abertos às causas sociais mas são insensíveis às causas feministas e dos homossexuais", ressaltou, em entrevista à MTV Brasil.

MTV ALOKA

Faco das palavras de alegria do 'Papai gay' as minhas:


Parabéns MTV pelo dia gay ser no dia das crianças. #MTVALOKA  by blog papai gay

Já está no topo dos Trend Topics do Twitter, #mtvaloka, é uma programação inteiramente voltada para o público LGBT no dia das crianças. PERFEITO! Finalmente uma emissora de TV teve peito de, não apenas mostrar a diversidade, mas DEFENDÊ-LA e ridicularizar todos que são homofóbicos, desde o pastor que disse que os gays assassinados são todos prostitutos até a Myriam Rios que discursa com orgulho pelo direito de demitir uma babá se descobrir que ela é homossexual. Casé podia ter sido mais incisivo com esses imbecis, mas, ok. Adorei. Estou quase fazendo minhas buscas na internet somente pelo Yahoo!, pois essa empresa agora paga até mudança de sexo para seus funcionários, sua justificativa? É sob essa atmosfera de compreensão às diversidades que se consegue um ambiente de trabalho favorável. Lindo de se escutar.
O Didi está ótimo em um programa onde incentivava as pessoas a ligarem para sair do armário, chutou alguns outros famosos para fora e especulou um bocado sobre outros tantos. Tudo com muito bom humor. Não sei o nome de 2 meninas que entraram em seguida e também com muito bom gosto deram um selinho gay no final. Tudo muito bem feito e dirigido, provando que uma emissora pode falar sobre homossexualidade em programas voltados para “teens” sem ser uma coisa nociva para as famílias, muito pelo contrário, só acrescentou aos valores familiares a tolerância às diferenças. PARABÉNS MTV!
Eu tinha acordado muito deprimido hoje, acho que até  o meu último post já era uma prévia para este estado de espírito que me ataca às vezes, mas, aos poucos, a MTV foi me levantando, me animando, e agora estou bem melhor, pois sei o alcance que esse canal tem na juventude mundial. Me deu esperanças de verdade. São essas pequenas conquistas diárias que me dão força pra continuar esse blog. Quem ler esse post antes do dia das crianças acabar, coloquem na MTV, pois às 22:30 entra no ar o LUV MTV que promete protagonizar um super beijo gay. É uma espécie de programa no estilo namoro na TV, e, pela chamada, os carinhas são gatinhos mesmo. Eu não vou perder. #fikadica #mtavloka 
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