Recebi por email:
Caros colegas, venho aqui denunciar a grave
situação pela qual passa a
Universidade Federal de
Rondônia - UNIR, da qual sou professor há 3
anos e meio e atual
coordenador institucional do PIBID. Enquanto a
mídia logra ampla divulgação
da ocupação da Reitoria da USP, por uma
causa no mínimo questionável,
nossa luta contra a corrupação parece
não ganhar eco além das
fronteiras amazônicas.
A greve na UNIR já dura
cerca de dois meses (iniciou
em 14 de setembro), não tem data para
acabar e deve virar o ano.
Nossa reitoria já está ocupada desde 5 de
outubro. Enquanto a mídia
nacional mostra alunos da USP se rebelando
em função do consumo de
maconha, nossa luta contra corrupção é
simplesmente NEGLIGENCIADA.
Para terem uma ideia, temos que levar
papel higiênico para
universidade, além de água. Os cursos de
Engenharia Elétrica,
Engenahria Civil, Engenharia de Alimentos e
outros não abrirão vagas no
próximo vestibular, uma vez que
simplesmente não há sala de
aula. Eu mesmo tenho de "brigar" com um
professor da Biologia por
sala. Um laudo técnico do corpo de bombeiros
diz que o campus de Porto Velho apresenta risco de vida aos alunos e
professores. Quem quiser
conferir fotos da situação do campus acesse
os links
e
Além disso, a Fundação de Apoio da Universidade,
Fundação Riomar tem as suas contas
bloqueadas e está sendo
investigada pelo Grupo de Atuação Especial de
Combate ao Crime Organizado
(GAECO), mesmo o Reitor sabendo das
denúncias de desvio não fez
nada para sanar os problemas. Aliás, nosso
reitor é um dos principais
suspeitos por corrupção, mas infelizmente é
"abençoad o" pelo
senador Valdir Raupp, simplesmente o presidente
nacional do PMDB.
Nas últimas
semanas a coisa está pegando fogo.
Estamos voltando aos tempos da
ditadura. Um professor de História, sem
motivo algum, foi preso pela
polícia federal (confiram o vídeo em
delegado ameaçou jornalistas e
deteu dois estudantes que levavam
panfletos da greve (muito
diferente de fumar maconha no campus). As
negociações estão emperradas.
O secretário de educação superior, Luiz
Cláudio Costa, veio até Porto
Velho e já foi entregue um documento com
mais de 1500 páginas apontando
diversas irregularidades. Além de
desvio de verbas, o
favorecimento em concursos públicos é latente por
aqui. Alunos e nós professores
estamos unidos contra o reitor José
Januário de Oliveira Amaral,
contudo, nossas vozes não alcan çam o
resto do país, devido às
enormes forças políticas e a tão longínqua
terra de Rondônia.
O reitor tem a audácia e a sem vergonhice de acusar
professores grevistas de
vagabundos e estudantes de bandidos. Bastam
acessar meu currículo lattes
e verão que minha produção é
no mínimo 10x superior a desse reitor.
Peço que ajudem a divulgar o
que acontece em nossa universidade.
Um país que leva milhões em
festas religiosas, em passeatas contra a
homofobia, em jogos de futebol,
não é capaz de se mobilizar contra a
corrupção.
Na esperança de
obter eco e apoio daqueles que acreditam e
lutam por um país e uma
educação melhor.
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