sexta-feira, 10 de junho de 2011

se mamilos são polêmicos, imagina a PLC122

"O PLC 122 é um projeto muito polêmico" diz nova ministra da Casa Civil Visto no Gay1 e em homorrealidade


A nova ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann é considerada pelos seus pares e pela oposição como uma política de linha dura e muito rígida em suas decisões. Por conta disso já é chamada de a "Dilma da Dilma". Nas suas primeiras aparições na mídia nacional - que se deu por conta de sua beleza, algo que ela refuta - a nova ministra realmente se revelou rígida e até mesmo conservadora em temas como o aborto e a criminalização da homofobia.

Em suas declarações, a ministra disse que é preciso trabalhar para criminalizar a postura de "gente como o Bolsonaro, que sai pelas ruas espalhando o preconceito", mas não interferir na liberdade de culto. Para Hoffmann, ainda vivemos numa sociedade estruturada nos valores religiosos e que não é possível mudar de uma hora para a outra a base social.

No entanto, Hoffmann ressaltou que é preciso lutar contra a homofobia e que apoia o PLC 122, mas com ressalvas. A ministra declarou que a sociedade não pode ser tolerante frente ao preconceito e a discriminação. Sobre o aborto, a ministra disse que é contra a descriminalização da prática.

Assim como muitos do atual Executivo, Gleisi Hoffmann é reticente sobre os temas do aborto e da criminalização da homofobia, pesa também o fato de que a senadora se recusou a assinar e a integrar a Frente Parlamentar LGBT do Congresso Nacional.

Apesar dos dois fatos negativos no que diz respeito à comunidade LGBT e às mulheres, parte dos ativistas gays do Brasil já declarou considerar um avanço e um bom sinal a substituição de Palocci por Hoffmann. Enfatiza-se que, em um país tão machista e homofóbico como o Brasil, é um avanço ter duas mulheres como as principais mandatárias.
Gleisi Hoffmann transita extremamente bem na base católica e evangélica do Congresso porque PENSA exatamente como eles. Antes de se envolver com a militância estudantil, queria ser freira. Mas seus pais não concordaram com a vontade da filha e então ela entrou para o centro estudantil do colégio católico que estudava. Logo depois ela entrou no PC do B do Paraná. Optou pelo PT em 1989. Sua boa relação com parlamentares católicos e evangélicos foi uma das credenciais que levaram a Senadora ao cargo de Ministra-Chefe da Casa Civil, já que boa parte da crise atual do Governo partiu exatamente dos parlamentares da Frente Evangélica. A situação piora consideravelmente para os LGBTTs nesse governo Conservador e Reacionário.

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